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capítulo 11. idosos e a bicicleta  
   

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   . a família e o social

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Esta página, de certa forma, foi criada em homenagem a um primo, João Batista, que aos 63 anos decidiu voltar a pedalar; e assim o fez. Aos poucos, consciente que não é mais criança, foi ganhando distância, forma física e ao mesmo tempo rompendo barreiras.

A cada dia aumenta o número de sedentários que decide, por conta própria ou por ordem médica, fazer alguma atividade física. Sedentarismo é hoje considerado doença. Só não sai para a vida quem desconhece as possibilidades oferecidas.
Bem trabalhado o corpo responde com sensível melhora e com isto descobre-se que a vida é uma porta aberta para o prazer, o equilíbrio, a liberdade, a felicidade - independente da idade. É impressionante a grande capacidade de adaptação do corpo humano. Uma série de fatores individuais influencia no processo de construção de um condicionamento físico, o que pode levar a um processo mais ou menos trabalhoso, mas de uma forma ou de outra a melhora sempre vem.
Em qualquer mudança o presente e o passado devem ser levados em consideração, mas sem dramas nem amarras. O que somos hoje é resultado do que construímos (ou destruímos) no passado. Cada problema ocorrido, mesmo que tenha sido bem curado, deixa uma cicatriz. Cicatriz é um sinal, um alerta; mas certamente não é um ponto final.
Recomeçar nem sempre é fácil, mas sempre vale a pena. O que define onde se irá chegar é o grau de determinação, serenidade, consciência de trabalho e principalmente ter sabedoria para descansar de maneira produtiva. O equilíbrio entre trabalho (exercício) e repouso é a essência da colheita de um bom fruto.

A pergunta que se deve fazer é: que qualidade de vida você pretende ter daqui para frente. Não interessa mais o que você foi ou fez no passado, porque o que passou, passou; e se passou não volta mais. "All things must pass" (George Harison - The Beatles) "Tudo passa, tudo muda".
Envelhecer é inevitável. Olhar este momento da vida com inteligência é viver bem agora, construindo um futuro melhor. É necessário dar o devido respeito ao passado, que é nossa referência tatuada pelo corpo, mente e alma. Não transforme o passado no norte de bússola de sua vida porque é um erro fatal. Use as experiências passadas como referência para não repetir erros.
Normalmente temos uma visão míope do que somos e de nossas reais possibilidades. Não se deve apegar ao que se imagina ser seu próprio corpo ("o que sobrou de um passado"), muito menos acreditar que tudo pode ("sempre acontece um milagre").

O caminhar da felicidade está num meio termo chamado "amadurecimento". Amadurecimento é inerente ao idoso, e esta é justamente sua imensa vantagem sobre todas as outras idades. Depois de uma certa idade não se pode tudo; mas tudo que é possível é muito melhor do que aquele tudo que acreditamos estar sempre ao nosso lado, mas nunca chegamos a alcançar.

Ciência pouco estudada. Antes de colocar esta página no ar procuramos pesquisar sobre o idoso e a atividade física e o esporte. Para nosso espanto não há praticamente nada a respeito. Na mesma época o jornal O Estado de São Paulo publicou uma matéria (Dezembro de 2005) sobre a questão do idoso, o limitado número de médicos geriatras e o preocupante futuro da população que está envelhecendo no Brasil. Numa situação destas é sábio tomar a frente dos fatos.

O que a Escola de Bicicleta pretende com esta página - idoso e a bicicleta - é estimular qualquer um que "não seja mais adulto" (uma definição bem divertida) a melhorar sua condição de saúde e com isto sua condição de vida.

A informação contida nesta página tem a intenção de servir de referência para que o leitor busque conhecimento mais aprofundado e direcionado às suas necessidades específicas. A Escola de Bicicleta considera crucial o acompanhamento médico. Sempre tenha em conta que há uma grande diferença entre um médico para adultos e um especializado em geriatria.
Antes de começar a praticar qualquer atividade física e uma nova vida consulte seu médico.
 

primeiro passo

 
Primeiro passo - conversa com o médico:

Tire um tempinho para conversar com calma com seu médico. Aqui oferecemos uma lista de perguntas básicas que acreditamos serem necessárias. Mas se sentir necessidade pergunte, pergunte, pergunte. Você será muito mais chato se fizer a coisa errada por falta de pergunta e acabar dando dor de cabeça tanto para seu médico como para a família.

Pergunte:

  • Qual a diferença entre o que é a idade:

    1. cronológica,

    2. biológica,

    3. psicológica

    4. e sobre a importância da idade social

  • Como trabalhar corretamente o sistema cardiovascular - respiratório

  • Peça que ele ensine a tirar sua própria pressão arterial

  • Como usar as variações arteriais?

  • Compre um medidor de pulsação esportivo e peça explicações

  • Como respeitar a musculatura

    1. flexibilidade

    2. alongamento

    3. força

    4. limites

  • Articulações

  • E os ossos?
     
  • pequenos empecilhos

     
    pequenos empecilhos e medos

  • acreditar que o que foi no passado não ficou para trás;

  • medo de quebrar-se;

  • dificuldade de quebrar a inércia e fugir do sedentarismo;

  • percepção errada de limite - normalmente aquém da possibilidade real;

  • falta de noção sobre princípios básicos de exercícios;

  • ter uma formação esportiva que hoje é ultrapassada e incorreta;

  • manias.
     
  • dores

     
  • o que é dor;

  • qual a diferença entre cansaço e dor,

  • quais são as dores;

  • quais as dores normais da nova carga de exercícios;

  • qual é a dor de aviso de sobrecarga;

  • qual é a dor de lesão;

  • qual a dor de machucado;

  • quanto tempo este tipo de dor vai demorar para desaparecer.
     
  • a família e o social

     
  • cobrança social - lugar de velho é no sofá ou na cama;

  • falta de apoio familiar;

  • medos reais da família levados ao extremo;

  • a família sabe sobre o que é atividade física para terceira idade?
     
  • o idoso e a atividade física

     
  • agora ou nunca;

  • por que ter vergonha da própria aparência? Ela vai melhorar;

  • atividade física abre as portas para novas amizades;

  • fazer a dois rende mais que sozinho.

    qual o primeiro passo para voltar a ativa?

  • caminhar;

  • mudar hábitos caseiros: usar menos o controle remoto, por exemplo;

  • levar o neto ou o cachorro para passear;

  • dançar - faz milagres;

  • sempre começar passo a passo, com calma, controlando ansiedades.

    pequenos problemas na prática de um esporte

  • musculatura se desenvolve mais devagar;

  • equilíbrio um pouco mais precário;

  • consciência plena de que se quebrar algo vai demorar para ficar inteiro.

    pequenos problemas na condução de um veículo - que pode ser eventualmente uma bicicleta

  • a visão já não é a mesma;

  • o pescoço não vira como antes;

  • há uma sombra de visão do óculos;

  • necessidade de confirmar o que está vendo;

  • a capacidade de perceber o movimento dos outros é menor;

  • respostas - reflexos - são mais lentos.
     
  • equipamento recomendado

     
  • quadro que tenha tubo superior baixo ou feminino - até para homens;

  • bicicleta que tenha movimento central baixo - facilita apoiar os pés no chão e sair rápido da bicicleta se for o caso;

  • alternativa são estes novos modelos semi-recumbent (semi inclinados) que permitem apoiar completamente os dois pés no chão;

  • suspensão dianteira no mínimo;

  • pneus largos (2.1 ou 2.2) para absorver melhor as irregularidades do piso;

  • boa opção é canote de selim com suspensão;

  • posição de guidão mais alta - facilita o giro do pescoço e a visão do trânsito;

  • freios que não sejam muito sensíveis ou bruscos;

  • capacete obrigatório;

  • óculos de proteção obrigatório;

  • luvas - de preferência;

  • celular no bolso - sempre.
     
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