www.escoladebicicleta.com.br
capítulo 20. estacionamento e roubo

   . básico

   . opção do ladrão

   . disfarçar a bicicleta

   . como parar a bicicleta

   . onde parar

   . como travar

   . tipos de travas

   . partes removíveis

   » contato

   » início

   » mapa do site

    1. experimentar sem errar
    2. aprender a pedalar
    3. voltando a pedalar
    4. pedalar no trânsito
    5. pedalar melhor
    6. ir mais longe
    7. corpo
    8. saúde
    9. alimentação
  10. vestuário
  11. idosos e a bicicleta
  12. iniciar no esporte
  13. cicloturismo
  14. a história da bicicleta
  15. política e ativismo
  16. a bicicleta
  17. que bicicleta comprar
  18. segurança mecânica
  19. o cliente e a bicicletaria
  20. estacionamento e roubo
  21. equipamentos
  22. mecânica de bicicletas
  23. emergências do ciclista
  24. nossa equipe
  25. nossos serviços
  26. links
  27. livros e referências
  28. política do site
 

 
Você chega ao local onde você prendeu sua bicicleta e ela não está mais lá. Automaticamente passa pela cabeça um filme em busca de alguma resposta sensata para o que está acontecendo: foi aqui mesmo que a deixei? eu estava de bicicleta? o que será mesmo que aconteceu? É uma sensação extremamente desagradável.

Pesquisas apontam como a segunda razão que mais desestimula o uso da bicicleta a falta de segurança na guarda e o roubo. O Poder Público deveria estimular o uso da bicicleta implementando uma política de criação de estacionamentos próprios, seguros e confortáveis. Mas este é só um lado do problema. De qualquer forma, boa parte dos roubos acontece por responsabilidade do próprio ciclista.

Pega ladrão!

Há vários tipos de ladrão. Mas basicamente deve-se levar em consideração dois tipos: o oportunista e o especialista. O oportunista é aquele que não tem grande técnica e que procura uma oportunidade para roubar. Só é vítima deles quem quer. Já o especialista é sofisticado, sabe o que quer, tem conhecimento técnico e habilidade para trabalhar de maneira rápida e eficiente. Evitar ser roubado por ele é difícil porque é pouco provável que, mesmo um bom cadeado, tranca ou segurança, o detenha. Rouba simplesmente porque quer ou porque tem uma encomenda para o produto roubado.
O roubo pode ser evitado, ou pelo menos dificultado, tomando alguns cuidados básicos. O ladrão geralmente é atraído pelo o que está mais fácil, porque quanto mais rápida for a operação, menos exposto ele fica, e menor a possibilidade de ser preso. Depois que ele deixou o local, dificilmente será pego.
O ladrão vai atrás do que brilha, do que chama a atenção. Normalmente não vai atrás de coisa feia, suja, discreta. Uma bicicleta disfarçada tem boa chance de não ser percebida. Outra alternativa é personalizar a bicicleta, o que a fará única e facilmente reconhecível.

Estacionamento seguro

O que nunca pode acontecer é deixar a bicicleta largada em qualquer lugar. Aí, até por uma simples molecagem, sua bicicleta pode desaparecer. É importante levar em consideração alguns detalhes: em que local a bicicleta ficará estacionada; no que a bicicleta ficará presa; e como a trava, corrente ou cadeado será passado pela bicicleta.
Há localidades onde a calma impera, e colocar qualquer tipo de trava é considerado uma ofensa para os locais. Mas, em áreas de risco é necessário muito mais que uma simples corrente guia (coleira) para cachorro (sim, há quem use coleira de cachorro!) ou uma destas correntes de elos finos fechadas por um pequeno cadeado. Até uma criança estoura uma moleza destas - literalmente.
Há vários níveis de qualidade e de resistência para travas, correntes e cadeados. A qualidade e a resistência devem ser condizentes com a cidade, local ou área onde você vai parar sua bicicleta. Num local público, com segurança por perto, uma boa trava pode bastar. Já em cidades como Nova Iorque ou Amsterdan roubo é problema sério e para estes lugares foi criado uma categoria especial de travas - as "U-lock classe new yorker" que dão até garantia contra arrombamentos.

O mais importante de tudo é que a possibilidade de roubo nunca deve se transformar num empecilho, para que você viva os bons momentos. Lembre-se que, infelizmente, roubos acontecem, mas podem ser evitados. Com um pouco de cuidado, e evitando neuroses, nada de mal acontecerá.
 

básico

 
1. procurar saber o índice de risco da área onde a bicicleta será deixada;

2. prender a bicicleta em local onde ela esteja visível ou tenha segurança confiável;

3. usar trava, cadeado ou corrente de qualidade, resistentes a cortes ou torções;

4. travar no mínimo a roda dianteira e quadro juntos;

5. de preferência, passar a trava pela roda dianteira, quadro e roda traseira;

6. retirar partes que soltam fácil: selim com blocagem, ciclocomputador, lanterna, farol....
 

opção do ladrão

 
  • modelos caros ou sofisticados;

  • bicicleta da moda ou que seja fácil de vender;

  • cadeado fácil de abrir, cortar ou arrebentar;

  • bicicleta presa em local que permita o ladrão agir com calma;

  • local que permita uma fuga rápida e com opções de caminhos.
     
  • disfarçar a bicicleta

     
  • esconder a marca;

  • uso de adesivos;

  • segunda pintura;

  • deixá-la um pouco suja, sem prejudicar sua perfeita condição de funcionamento.
     
  • como parar a bicicleta

     
    Algumas peças e componentes da bicicleta são relativamente frágeis, portanto:

  • parar sempre do lado contrário ao da corrente e câmbios;

  • ter cuidado com câmbios e cabos;

  • usar o pedal como trava de forma a evitar movimento da bicicleta;

  • de preferência, sempre parar apoiando pela roda de trás. A roda dianteira não estabiliza a bicicleta porque gira;

  • parar somente apoiado na roda dianteira, se for num pára-bicicletas que tenha encaixe apropriado para isso;

  • não parar apoiado na roda traseira, se o câmbio tocar no pára-ciclo;

  • evitar passar a corrente onde se encontra o bico da câmara;

  • de preferência, passar a corrente onde os raios são paralelos;

  • ter cuidado para que a corrente não faça pressão sobre os câmbios, principalmente o dianteiro;
     
  • onde parar

     
  • onde haja segurança, guarda ou polícia;

  • onde o possível ladrão pense que você está vendo a bicicleta;

  • sempre coloque a bicicleta em posição que dificulte o acesso a peças ou acessórios;

  • no caso de um bicicletário que seja inseguro, em algum outro ponto onde a bicicleta esteja separada e bem visível;

  • travar onde é impossível escorregar a corrente até que ela se solte;

  • é possível arrancar todo o ponto onde ela está presa e levar tudo para a casa?

    Evite criar problemas para os outros parando onde vá prejudicar o fluxo de pedestres ou mesmo de bicicletas.
     

  • como travar

     
  • quanto menos folga o cabo, a corrente ou a trava tiver é melhor, porque menor será a possibilidade de encaixe de uma ferramenta de corte ou alavancas;

  • posicione a trava ou corrente de forma que ela ajude a manter a bicicleta na posição que você prendeu - quanto menos a bicicleta se movimentar, melhor;

  • coloque o ponto onde fica a chave numa posição incômoda de trabalhar;

  • se não conseguir travar todas as partes que soltam com facilidade, trave a roda traseira e o quadro juntos, e leve o selim e roda dianteira consigo.
     
  • tipos de travas ou cadeados

     
  • normal - encontrados em qualquer casa de ferragens ou bicicletaria comum, criam alguma dificuldade para roubos. Normalmente são feitos com cabo de aço trançado plastificado e a cabeça em alumínio fundido (poroso). Alguns têm trava por segredo, ou pequenas chaves.

  • reforçado - geralmente encontrado em bicicletarias ou lojas de moto especializadas. São bem difíceis de serem cortadas ou abertas. Não são muito pesadas; relativamente fáceis de transportar;

  • "new yorker" - é uma categoria de travas, correntes e cadeados, especiais para bicicletas que recebem este nome porque foram criados para cidades com graves problemas de roubo (nome em homenagem a Nova Iorque, um dos locais com maior e mais sofisticado índice de roubo de bicicletas no mundo). Geralmente são extremamente resistentes a cortes, e só alguém altamente especializado consegue abri-los. A desvantagem é que normalmente são muito pesados e de difícil transporte. Há alguns modelos especiais para moto que podem servir bem para bicicletas.

    É recomendável evitar qualquer tipo normal, mais simples.

    comprimento ideal de uma corrente ou trava:

  • que, pelo menos, consiga abraçar um poste, quadro e roda dianteira juntos;

  • ideal, com comprimento suficiente para prender as duas rodas e quadro - algo em torno de 1,80m;

  • alguns modelos, de extrema resistência, partem do princípio de que não se deve deixar espaço para a possibilidade de uso de alavancas ou alicates especiais, portanto, têm espaço justo para prender o quadro, a roda traseira, a roda dianteira solta do garfo e alinhada ao quadro, em um poste destes de placa de sinalização. O inconveniente é que, toda vez que você quiser segurança para valer, terá que soltar a roda dianteira.
     
  • partes removíveis da bicicleta

     
    cuidados:

  • colocar cera em cabeça de parafuso;

  • evitar usar blocagem de selim;

  • usar blocagem com alavanca removível;

  • educar-se para sempre checar se não esqueceu nada solto;

  • ops, esqueci a caramanhola
     
  • capítulo 21: equipamentos »
    Escola de Bicicleta - Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta página sem prévia autorização. Política do Site »