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O cicloativismo no Brasil, por Giselle Noceti Ammon Xavier

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Considerações Finais

A globalização apresenta as suas vantagens. A preocupação com a sustentabilidade do planeta está fazendo com que o Cicloativismo cresça. Desde a chegada da internet, não só em nível local o movimento cresceu e deu agilidade à organização de pedaladas e manifestações, mas trouxe uma sensação de triunfo pessoal a cada cicloativista, que sabe estar fazendo parte de um movimento global de luta pela sustentabilidade, pela redução de poluentes, por cidades mais humanas etc. Os cicloativistas e professores dedicados à extensão universitária propiciaram a relação de líderes e técnicos municipais, estaduais e nacionais envolvidos no processo de produção (e execução) da política para a mobilidade sustentável, com organizações e programas que são referência em nível internacional sobre o uso da bicicleta. Os técnicos se beneficiam por perceber que seu trabalho está em sintonia com as boas práticas internacionais sobre o tema, sentindo-se amparados, gerando reconhecimento, que pode não estar acontecendo pelos seus colegas de trabalho, nem pelo Prefeito de sua cidade, ou seu Reitor, mas é reconhecido por muitos colegas do mundo, que como ele, estão fazendo a sua parte.

Nos excelentes textos que disponibiliza o Ministério das Cidades, o assunto, o argumento, eu diria que já está pronto - há histórico, problemas e soluções (no papel). Mas, como ativista que vem participando dentro do processo, eu bem sei que papel é papel, letras são letras, e as palavras não mudam a política pública, nem as leis o fazem, pois que elas são descumpridas ou alteradas conforme a "necessidade". Não é o Estado, não são as leis, nem os técnicos, nem a população que modificam a sociedade, mas o seu conjunto; sendo as mudanças o resultado dos embates entre os vários segmentos, com diferentes ideologias e posturas não só políticas, mas de "hábitos de vida".

Acredito ter contribuido para o resgate de uma das versões da história recente do cicloativismo no Brasil. Sobre a produção da lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana, deixo uma reflexão: Existe uma previsão de mudança efetiva da política de mobilidade urbana brasileira, revertendo a prioridade dada aos motorizados individuais, e convertendo nossas cidades mais adaptadas para o caminhar e o pedalar? É possível ter esperanças?
Conforme os autores citados, embora o processo de produção de uma política seja contingente, existe uma tendência, que é baseada nas desproporções de poder ancoradas nos instrumentos de poder. Nesse caso, a UCB é mesmo uma entidade que merece toda a nossa atenção pois, se a frota de veículos bicicleta é de cerca de 60 milhões de unidades, podemos atingir um número expressivo de associados e, com isso, representar essa parcela de atores, vulneráveis usuários das vias públicas.
 

Referências

 
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